sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Bancos são obrigados a oferecer alguns serviços mesmo em greve



Enquanto a greve dos bancários completa 18 dias nesta sexta-feira (14),  filas enormes se formam nas poucas agências que funcionam em Salvador. Embora alguns serviços bancários possam ser realizados nos caixas eletrônicos, muitos clientes estão insatisfeitos. “Lento os terminais, poucos terminais disponíveis, sem orientação nenhuma, muita gente procurando”, avalia o corretor de imóveis, Paulo Sampaio.

A vigilante Simone Deiró soube que uma agência na Baixa do Sapateiro, em Salvador, estava funcionando e foi até o local, mas encontrou as portas fechadas. “Eu vim pagar o cartão e não consegui porque não tem ninguém para atender. Nem o código de barras eles querem me dar. Não vou pagar”, afirmou.

A dificuldade para pagar faturas, bem como para sacar quantias mais elevadas estão causando muitos transtornos para a população.

O Sindicato dos Bancários afirma que 703 agências estão fechadas em todo o estado. Só na capital são 230. Por isso, quem precisa dos serviços bancários deve ficar atento a algumas dicas para evitar problemas durante o período de greve.

O cliente que bloquear o cartão ao digitar a senha errada tem o direito de ser atendido por telefone ou pela ouvidoria do banco. O mesmo é válido para quando o talão de cheques acaba, o Serviço de Atendimento ao Consumidor deverá providenciar um talão novo.
Os bancos ainda são obrigados a informar por telefone, qual a agência mais próxima que esteja em funcionamento, mesmo que parcialmente. O ideal é que as pessoas procurem as empresas antes da conta vencer.

Dilma assina decreto que inclui a Bahia no horário de verão




A presidente Dilma Rousseff assinou nesta quinta-feira (16) decreto que inclui o estado da Bahia no horário de verão. De acordo com a Casa Civil, a medida será publicada ainda nesta quinta em edição extra do Diário Oficial da União. O horário de verão começa à meia-noite do próximo domingo (16) e termina no dia 26 de fevereiro.

Além da Bahia, os estados do Sul, Sudeste, Centro Oeste e o Distrito Federal irão adiantar os relógios em uma hora por quatro meses. A inclusão da Bahia era reivindicada por empresários do estado. Eles queriam sincronia com o expediente bancário, horário de funcionamento de escritórios e sede de empresas do Sul e do Sudeste.

O setor de turismo na Bahia também avalia que ficar de fora do horário de verão prejudicava o setor. "Somos totalmente favoráveis, logicamente que nós defendemos que haja uma unidade do horário para que não haja prejuízo para outras cidades também em outros destinos do Nordeste", diz o presidente da Empresa Salvador Turismo, Cláudio Tinoco.

"A Bahia não pode ficar de fora da principal freguesia turística, que é o centro-sul e nosso horário aqui tem que combinar com o de Brasília, com o do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas", explicou o secretário de Turismo do Estado, Domingos Leoneli.

Horário de verão

Desde 2008, com a edição de um decreto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o horário de verão se inicia no terceiro domingo de outubro e vai até o terceiro domingo de fevereiro.

Quando houver coincidência entre o domingo de Carnaval e o término da medida, o encerramento se dará no domingo seguinte. É o caso de 2012, quando o Carnaval será comemorado entre os dias 18 e 21 de fevereiro. O objetivo do horário de verão é aproveitar os dias mais longos do verão, com mais tempo de luz solar, para economizar energia.


Primeira juíza negra do Brasil participa de debate da Flica, na Bahia



História e negritude foram os assuntos debatidos na primeira mesa desta sexta-feira (14) na Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), no Recôncavo Baiano. Mediada pelo diretor teatral e ex-secretário de Cultura da Bahia, Márcio Meireles, a discussão foi realizada entre a primeira juíza negra do Brasil, Luislinda Valouis, a escritora mineira Ana Maria Gonçalves, autora do premiado livro “Um Defeito de Cor”, e pelo escritor, historiador e doutor em comunicação, Joel Rufino dos Santos.

A mesa começou com a provocação de Meireles sobre a negação do negro sobre si mesmo. Antes de começar a falar, a juíza Valouis pediu licença ao público para agradecer a Iansã, sua orixá. Em seguida, começou o debate em defesa do negro. “Como brasileira, como negra, um dos temas que mais me empolgam é falar sobre a negritude para abrir a cabeça dos brasileiros. É um povo que colabora até hoje para o crescimento do desenvolvimento socioeconômico do país”, observou.

A primeira juíza negra do Brasil destacou que ainda hoje o negro está em segundo plano em vários aspectos da sociedade brasileira. Ela aponta que no Carnaval da Bahia, por exemplo, as mulheres negras são chamadas para danças e os homens para tocar tambor em camarotes, não para fazer parte da festa. Luislinda defendeu a política das cotas para negros no país e a entrada dos negros em cargos de chefia, como governo de estados, prefeitura, ministérios e a presidência do Brasil. "Anotem: antes de eu morrer ainda vou ver muito negro 'comandante' na Bahia. Advogo desta forma porque a inteligência não é privilégio de nenhuma raça, é do humano. Faltam oportunidades”, disse.

O público interferiu bastante no primeiro debate através de questionamentos escritos, entregues ao mediador Márcio Meireles. Os três debatedores foram muito aplaudidos durante toda a mesa. Uma das provocações da plateia foi sobre os jogadores negros que atuam na França, mas não são nascidos no país, que se recusam a cantar o hino local durante os jogos. De imediato a escritora mineira Ana Maria Gonçalves puxou uma nova discussão. “Eles [os jogadores negros] não são aceitos pela sociedade francesa. Não cantar o hino deles é uma forma de protesto e tem que ser mesmo porque é o país onde eles não são aceitos como sociedade”, disse. “Os brasileiros também não cantam o hino nacional, eles mexem a boca”, emendou Luislinda.

O historiador Joel Rufino observou que é necessário cautela para a ocupação de cargos de chefia por negros. "Querer negros nessas posições é bom, mas vamos tomar cuidado quanto às ilusões. Sempre que o negro se mistura com o branco tende a se dar mal, porque o poder está com o outro. Esse poder eu não quero. A escravidão está sendo processada de uma outra maneira. O negro continua sendo objeto”, pontuou. Luislinda Valouis discordou da colocação de Rufino e rebateu: “Se o poder é bom, eu também quero a minha cota”, completou.

O conceito de escravidão, a afirmação e negação do ser negro e as ideias de racismo e racialismo também foram debatidos na mesa. Os três criticaram também a veiculação de um comercial em que o escritor Machado de Assis aparece branco. “Ele era negro, filho de escravos. Acho que a agência, a produtora e a gerência de marketing não fizeram pesquisa”, disse Ana Maria. Luislinda discordou mais uma vez. “Fizeram sim e mesmo assim veicularam porque era conveniente para eles”, pontuou.

Ao final do debate, os participantes receberam o público na livraria LDM, localizada ao lado das mesas no Conjunto do Carmo. Joel Rufino distribuiu alguns exemplares do livro “A Questão do Negro na Sala de Aula” para a plateia. A última obra publicada do historiador é “Bichos da Terra Tão Pequenos”. Ana Maria Gonçalves foi premiada no Casa de Las Américas pelo livro “Um Defeito de Cor”. Luislinda Valouis tem publicado o livro “O Negro no Século XXI” (Juruá).

Ainda nesta sexta-feira, o bacharel em Direito e Ciências Sociais, escritor e compositor popular, Nei Lopes, apresenta a mesa “Letras e Tretas: O samba na realidade e na ficção de Nei Lopes”, às 15h. À noite, às 19h, ele divide as discussões do debate “Contexto Racial nas Américas” com o escritor Rodrigo Constantino e com a doutora em Comunicação Liv Sovik. Os dois assistiram ao debate sobre História e Negritude na manhã desta sexta. Quem encerra a programação oficial da festa é o Samba Suerdick, eleito pela Unesco como Patrimônio Imaterial da Humanidade. O grupo composto por cachoeiranos se apresenta às 22h no palco Cachoeira, na orla da cidade.



Disponível em: http://g1.globo.com/bahia/noticia/2011/10/primeira-juiza-negra-do-brasil-participa-de-debate-da-flica-na-bahia.html

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Greve dos estudantes da UFRB chega ao fim e retorno das atividades acadêmicas será dia 17



Após acordo com a reitoria, o coletivo autodenominado “paralisar para mobilizar” desocupou as dependências da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. A greve chega ao fim após 40 dias de paralisação e ocupação das unidades da UFRB. Um novo calendário acadêmico 2011.2 será divulgado em breve.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Uneb prorroga prazo de inscrição para vestibular 2012 na Bahia



Por conta das greves dos bancários e dos funcionarios dos Correios, a Universidade do Estado da Bahia (Uneb) prorrogou até o dia 23 de outubro as inscrições para o processo seletivo 2012. As inscrições para as mais de cinco mil vagas devem ser feitas exclusivamente pelo site da instituição.

A Universidade informa também que devido à greve nacional dos bancários, o pagamento da taxa de inscrição de R$ 90 poderá ser realizado nas casas lotéricas, nos caixas eletrônicos e pelos sites dos bancos.

As provas acontecem nos dias 11 e 12 de dezembro e o resultado do vestibular será divulgado até o dia 31 de janeiro do próximo ano. Serão oferecidas mais de 100 opções de cursos presenciais de graduação, em 24 cidades baianas.

Cotas

A Uneb reservará 45% das vagas abertas para estudantes negros que tenham estudado em escola pública e possuam renda familiar de até quatro salários mínimos. Além disso, em cada curso haverá 5% de vagas extras destinadas exclusivamente a estudantes indígenas que preencham os mesmos requisitos que a cota racial, além de comprovarem a vinculação étnica.

Todos os candidatos deverão realizar provas de sete matérias: língua portuguesa, redação, ciências humanas e língua estrangeira - é possível escolher entre inglês, francês e espanhol - no dia 11, e matemática e ciências da natureza no dia 12.

Medicina

Dentre as novidades para o próximo processo seletivo, está a criação de 60 vagas para a primeira turma de medicina da Universidade. As vagas serão divididas em duas turmas de 30 alunos, oferecidas no Campus I, em Salvador.